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Fisioterapia Pélvica: o que é, para quem é indicada e como pode ajudar na sua qualidade de vida.

11 de jul.
3 min de leitura

A Fisioterapia Pélvica é uma especialidade da fisioterapia voltada para a avaliação, prevenção e tratamento das disfunções do assoalho pélvico — um conjunto de músculos, ligamentos e tecidos que sustenta órgãos como bexiga, útero, intestino e reto.


Apesar de ainda ser um tema cercado por tabus, a saúde pélvica tem impacto direto na qualidade de vida, na autoestima, na sexualidade, na gestação, no pós-parto, no climatério, na menopausa e também no controle urinário e intestinal.


Muitas pessoas convivem por anos com escapes de urina, dor na relação sexual, sensação de peso vaginal, constipação, dor pélvica ou dificuldade de relaxar a musculatura íntima sem saber que esses sintomas podem ser avaliados e tratados com acompanhamento especializado.


O que é o assoalho pélvico?


O assoalho pélvico é uma região muscular localizada na parte inferior da pelve. Ele funciona como uma espécie de “rede de sustentação” para órgãos importantes, além de participar de funções como:

  • controle da urina;

  • controle das fezes e gases;

  • sustentação dos órgãos pélvicos;

  • função sexual;

  • estabilidade da pelve e do tronco;

  • suporte durante a gestação e recuperação no pós-parto.


Quando essa musculatura está fraca, tensa, descoordenada ou dolorida, podem surgir sintomas que afetam a rotina, o conforto e a confiança da pessoa.


Para que serve a Fisioterapia Pélvica?


A Fisioterapia Pélvica atua tanto na prevenção quanto no tratamento de alterações relacionadas ao assoalho pélvico. O atendimento é individualizado e pode incluir exercícios específicos, técnicas de consciência corporal, treino de contração e relaxamento, orientações posturais, educação em saúde, recursos terapêuticos e estratégias para melhorar a função muscular.


Principais sintomas que podem indicar necessidade de avaliação


A Fisioterapia Pélvica pode ser indicada quando há sintomas como:

  • perda de urina ao tossir, espirrar, rir, correr ou pegar peso;

  • urgência para urinar;

  • aumento da frequência urinária;

  • sensação de bexiga sempre cheia;

  • escapes de fezes ou gases;

  • constipação intestinal;

  • dor durante ou após a relação sexual;

  • dificuldade de penetração;

  • vaginismo;

  • dor pélvica crônica;

  • sensação de peso ou “bola” na vagina;

  • desconfortos no pós-parto;

  • cicatrizes dolorosas de cesárea, laceração ou episiotomia;

  • dor lombar ou pélvica associada à função do assoalho pélvico.


É importante lembrar que esses sintomas não devem ser normalizados. Perder urina, sentir dor na relação ou conviver com desconforto pélvico não deve ser tratado como algo “comum” apenas por ter passado por gestação, parto, envelhecimento ou menopausa.


Como é uma sessão de Fisioterapia Pélvica?


A primeira consulta costuma envolver uma conversa detalhada sobre sintomas, histórico de saúde, gestação, parto, cirurgias, rotina urinária, intestinal, sexualidade, dores, hábitos e objetivos da paciente.


Depois, a avaliação física é realizada de forma respeitosa, explicada passo a passo e sempre com consentimento. Dependendo do caso, pode incluir avaliação postural, respiratória, abdominal, lombar, pélvica e, quando indicado e autorizado, avaliação específica da musculatura do assoalho pélvico.


O plano de tratamento é individualizado. Algumas pessoas precisam fortalecer. Outras precisam relaxar. Algumas precisam melhorar coordenação, respiração, mobilidade, postura, hábitos urinários ou intestinais. Por isso, copiar exercícios genéricos da internet pode não ser suficiente — e, em alguns casos, pode até piorar sintomas quando há tensão muscular excessiva.


Fisioterapia Pélvica é só para mulheres?


Não. Embora seja muito procurada por mulheres, a Fisioterapia Pélvica também pode beneficiar homens, especialmente em casos de dor pélvica, disfunções urinárias, pós-operatório de próstata, constipação, alterações sexuais e dificuldade de controle urinário.

A saúde pélvica faz parte da saúde integral do corpo, independentemente do gênero.


Quando procurar ajuda?


Procure avaliação especializada se você apresenta dor, escapes de urina, urgência urinária, desconforto na relação, constipação, sensação de peso pélvico ou qualquer alteração que esteja afetando sua rotina, autoestima ou qualidade de vida.

Quanto antes a disfunção é avaliada, maiores são as chances de construir um plano de cuidado adequado, respeitando sua história, seu corpo e suas necessidades.


Conclusão


A Fisioterapia Pélvica vai muito além do fortalecimento íntimo. Ela é uma abordagem especializada, individualizada e baseada na função do corpo como um todo.

Cuidar do assoalho pélvico é cuidar da sua autonomia, da sua segurança, da sua sexualidade, da sua mobilidade e da sua qualidade de vida.

Se você sente que algo não está bem, não normalize o desconforto. Seu corpo dá sinais — e eles merecem ser escutados com atenção, respeito e cuidado profissional.



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